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Sítio do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal

Biblioteca Geraldo Irenêo Joffily

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HOMENAGEM AO DESEMBARGADOR GERALDO IRENÊO JOFFILY

 

O Magistrado nasceu em 1914 em João Pessoa, Paraíba. Filho do Desembargador Irenêo Joffily e de Sara Barreto Joffily, casou-se com Christina Rose Marie Dufour Fischer. Em 1934, bacharelou-se pela faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. Destacam-se inúmeros acontecimentos que marcaram sua vida. Em 1938, refugiou-se no então território do Acre escapando da repressão do Estado Novo.

Combateu a corrupção, julgando Mandado de Segurança contra nomeações na denominada Gaiola de Ouro (Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro), e a discriminação racial, pois foi o primeiro juiz a aplicar a lei Afonso Arinos.

Em 1960, assumiu o cargo de Juiz Eleitoral, ficando responsável pela primeira eleição realizada em Brasília. Nessa época, reclamou o voto para a capital da república asseverando: uma cidade sem eleitores, ou é um acampamento militar ou uma aldeia de índios.

Novamente perseguido politicamente teve sua casa ocupada por policiais em 1964, ficando preso por 15 dias e sendo colocado em disponibilidade em outubro do mesmo ano.

Ficou no ostracismo da magistratura por 15 anos, sendo em 1979 anistiado. Durante este período, dedicou-se a estudos literários e pesquisas históricas, publicando as obras: Atividades de um juiz, Zorobabé, Um cronista do sertão no século passado, L'inscription phénicienne de Parahyba, un document apocryphe, A morte da cobra mãe do rio, O juiz na revolta da chibata, Brasília e sua ideologia, Quebra-quilo, a revolta dos matutos contra os doutores, A atuação de João Pessoa como magistrado, O encontro de Euclides da Cunha com Plácido de Castro e o Movimento Tenentista (1922-1924) e o Supremo Tribunal Militar.

Em 1981, foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e, em 16 de maio de 1984, tomou posse como Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, ficando no cargo até 25 de julho do mesmo ano, quando se aposentou. faleceu em 1985.

O lado humanista e o alto grau de intelectualidade do pretor também foram reconhecidos pelo prefeito do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, ao dar o nome de Geraldo Irenêo Joffily a uma pequena rua do Recreio dos Bandeirantes.

 

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