1- Cada escola deverá enviar um ofício solicitando a demonstração de urna com as seguintes informações:
· Dia e horário (será analisada a viabilidade pela equipe);
· Séries envolvidas;
· Quantitativo de alunos contemplados;
2- Endereço para correspondência:
Ilustríssimo Senhor
GUILHERME DE SOUSA JULIANO
Diretor-Geral do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal
Praça Municipal de Brasília, Quadra 02, Lote 06 sala 213
Cep: 70.094 - 901 Brasília/DF
Obs.: O ofício poderá ser enviado por e-mail : eleitordofuturo@tre-df.gov.br
ou por fax: 3441-1272.
A Comissão Executiva do Programa visitará todas as escolas participantes, com o intuito de detalhar os objetivos e as metas, bem como para dar todo suporte necessário às atividades realizadas.
As escolas participantes encaminharão para o Tribunal a listagem dos alunos e estes serão cadastrados no banco de dados da Secretaria de Informática permitindo com isso, o alistamento eleitoral dos alunos matriculados de 5ª à 8ª séries. Com esses procedimentos serão gerados o título do “Eleitor do Futuro”, o caderno de votação e os certificados de participação.
Cada Escola cadastrada no Programa “Eleitor do Futuro” no Distrito Federal, elaborará um Projeto Pedagógico interdisciplinar, abordando os Partidos de Políticas Públicas com seus temas:
Personagens |
Tema |
Sereia |
O papel da mulher e seu destaque na sociedade |
Negrinho do Pastoreio |
O preconceito às diferenças e suas repercussões na instituição escolas |
Vitória - Régia |
Uso racional da água e as conseqüências de seu uso indevido |
Curupira |
Entre o meio-ambiente hoje e como estará no futuro caso o ser humano não tome consciência da degradação do meio em que vive |
Saci - Pererê |
Inclusão do Portador de necessidades Especiais |
4- No dia da eleição parametrizada para Presidente do Folclore, as servidoras do Tribunal contarão uma história utilizando fantoches tendo como foco a defesa da sua candidatura, cada um, abordando seus respectivos temas
5- As atividades serão gerenciadas pela Comissão Executiva do Programa Eleitor do Futuro e coordenadas por um membro da escola designado para este fim.
Cronograma:
Durante todo o ano letivo de 2007.
Recursos Materiais:
Urna Eletrônica
Fantoches
Microfone e Caixa de Som ( fornecido pela escola)
.
MATERIAL DE APOIO:
O CURUPIRA
Ser fantástico que, segundo a crença popular, habita as florestas e é o protetor das plantas e dos animais. Referido desde o séc. XVI, o curupira é descrito como tendo a estatura de um menino, pele escura e os pés às avessas, isto é, com os calcanhares para frente; suas pegadas enganam os caçadores e seringueiros, que se perdem nas florestas. O curupira também faz as pessoas se perderam imitando gritos humanos. Para não serem incomodados, os seringueiros e caçadores, adaptando um costume indígena, fazem oferendas de pinga e fumo.
O Curupira é uma espécie de gênio da floresta. Parece-se com um menino de cabelos vermelhos, mas tem o corpo peludo, dentes verdes e os seus pés são virados: o calcanhar para frente e os dedos para trás. É ele quem cuida dos animais da floresta. Dizem que esses ruídos misteriosos que vêm da mata são causados por ele. Tolera os caçadores que caçam para comer, mas não tem pena dos caçadores maldosos, principalmente dos que matam filhotes. Quando vê um caçador que mata por prazer, judia tanto dele, mas tanto, que o coitado, se não morre, fica louco para sempre.
Para proteger os animais, ele usa mil artimanhas, procurando iludir o caçador: gritos, assobios, gemidos. O caçador pensa que é um animal ou uma ave e vai atrás do Curupira. Quando percebe, está perdido na floresta.
Ao se aproximar uma tempestade, o Curupira corre toda a floresta e vai batendo nos troncos das árvores. Assim, ele vê se elas estão fortes para agüentar a ventania. Se percebe que alguma árvore poderá ser derrubada pelo vento, ele avisa a bicharada para não chegar perto dela.
LENDA COMUM EM TODO O BRASIL
A IARA
Os cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história. No princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada, conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde. Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.
Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índio Tapuia. Certa vez, pescando, Ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu. Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas enfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numa tarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.
Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima.
Origem: Européia com versões dos Indígenas, da Amazônia.
Lenda da Região Norte
A Vitória-Régia
Os pajés tupis-guaranis contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas virgens prediletas. Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, Ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse.
E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta Vitória Régia. Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
Origem: Indígena. Para eles assim nasceu a vitória-régia.
Lenda da Região Norte
SACI-PERERÊ
A Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclo-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.
É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificilmente se sabe de onde vem.
Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogar cordas com nós em seu caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.
Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.
Lenda da Região Sudeste
NEGRINHO DO PASTOREIO
O Negrinho do Pastoreio
É uma lenda meio africana, meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.
Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro, de quatorze anos, fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.
Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.
Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul.
Referência Bibliográficas:
http://www.ufogenesis.com.br/criaturas/folclore.htm
http://sitededicas.uol.com.br/mundofolc.htm
http://paginas.terra.com.br/arte/amigo/folclore
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